HRC passa duas semanas sem telefone

Falta de informação
compromete serviços.
Direção diz resolver o
problema em dez dias.

Há mais de duas semanas a população de Ceilândia está impedida de usar os serviços do hospital da cidade por telefone. Desde 19 de janeiro, os ramais do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) estão inacessíveis. A falta do serviço telefônico compromete também os trabalhos internos da unidade, por fazer funcionários se deslocarem para levar informação necessária a pacientes e familiares. De acordo com a direção, o problema deve ser revolvido em dez dias.

Pacientes são obrigados a ir até o hospital confirmar serviços. Funcionário precisam se deslocar entre setores para distribuir informação.

Problema obriga pessoas a irem até o hospital confirmar serviços. Funcionários se deslocam para levar informação.

Pela segunda vez em dois meses, um raio travou a central telefônica do hospital. Agora, os equipamentos continuam sem funcionar porque o defeito surgiu no intervalo entre o término do contrato da empresa responsável pela manutenção e a contratação de uma nova, segundo o diretor administrativo do HRC, Odermes Alves Lima Filho. “A central é antiga e o problema surgiu quando o contrato de manutenção venceu”, explicou. Segundo ele, o sistema é composto de placas individuais – com custo aproximado de R$1.400 cada uma – que gerenciam 16 linhas, das 300 da unidade.

De acordo com o diretor, a Secretaria de Saúde liberou dinheiro para o conserto emergencial. Além dos reparos, o HRC busca empresa para retomar a manutenção. O processo seguirá para a Secretaria de Fazenda, que buscará candidatos ao serviço. Embora os interessados tenham até 30 dias para cumprir a tarefa, Odermes espera que atendimento telefônico volte ao normal em dez dias. “As empresas contratadas tendem a querer acabar com o problema com agilidade e estamos tentando resolver o mais rápido possível, para evitar transtornos”, justificou.

Por enquanto, a situação gera insatisfação dentro e fora do HRC. Dentro da unidade, apenas linhas diretas funcionam. Secretaria-administrativa da Ouvidoria do hospital, Layanne Bezerra conta que “a maioria dos funcionários tem de se deslocar até outras seções para conseguir informações”. Setores como Central Orbistricia, Unidade de Tratamento Intensivo e Pronto Socorro possuem o maior volume de queixas pela ausência de serviço telefônico. A falta de atendimento também gerou duas reclamações no 161, número geral do Sistema Único de Saúde (SUS) dedicado aos problemas de hospitais de todo o Distrito Federal. Na própria unidade, nove pessoas registraram queixa na última quinta-feira reclamando da falta de informação.

Ana Rosa Alves veio Campos Belos, no Goiás, para visitar a neta recém nascida. O bebê de 28 dias está internado no hospital há 16 com suspeita de infecção. A mãe tentou, sem sucesso, ligar para Ana do hospital para contar sobre o estado da criança. “Ela me disse que nenhum dos telefones estava funcionando”, contou. Moradora de Taguatinga, Adriana Antônia do Monte deve ter ir até o HRC para checar a internação da mãe. “Não pude confirmar a internação para cirurgia por telefone”, reclamou.

Isaías Monteiro

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