Promoções prejudicam 60 consumidores

Produtos expostos
e vendidos durante
liquidações trazem
desgaste por uso
Eletrodomésticos e eletrônicos respondem por maiores reclamações

Eletrodomésticos e eletrônicos respondem por maiores reclamações

Preços menores em liquidações no começo do ano podem esconder defeitos nos produtos vendidos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (IBEDEC). Na primeira semana de janeiro, a instituição recebeu cerca de 60 reclamações referentes a promoções e recomenda aos consumidores que evitem comprar materiais de mostruário. As maiores queixas são de eletrodomésticos e eletrônicos.

Devido às demonstrações para vendas, os produtos em exposição podem sair danificados das lojas. O instituto recebeu reclamações sobre geladeiras que estavam à mostra e sofreram desgaste da borracha da porta e de computadores de mostruário com defeito nos teclados. Para o presidente do IBEDEC, José Geraldo Tardin, o risco só vale caso a compra saia mais barata. “Se não houver vantagem de preço, recomendamos ao consumidor que não leve produtos de mostruário”, disse.

O presidente do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF), Ricardo Pires, reforça o alerta. “É importante que o comprador esteja atento às mercadorias em exposição, pois provavelmente já foram usadas e podem ter surgido falhas”, afirmou. Segundo ele, a melhor forma do consumidor se proteger de eventuais problemas depois da compra é testar o produto o mais rápido possível, ainda dentro da loja ou em 72 horas – prazo em que o cliente pode exigir um novo produto. Depois disso, cabe ao comprador recorrer à assistência técnica, que deve concluir o reparo em até 30 dias.

Para dispensar a obrigação de troca ou reparo, o comerciante deve manter eventuais defeitos em produtos de mostruário expressamente descritos, informando ao consumidor sobre as condições da compra. No caso de problemas considerados de fácil constatação pelo Código de Defesa do Consumidor, que podem ser encontrados em bens não duráveis, como roupas, o comprador tem direito a 30 dias de garantia. O prazo sobe para 90 dias para os bens duráveis –  eletrodomésticos como geladeira e fogão.

Caso a loja recuse a troca, a orientação é procurar o Procon. O consumidor possui cinco anos para processar o fornecedor na Justiça, podendo solicitar também devolução de dinheiro e reparação de danos. Em todos os casos, é necessário manter a nota fiscal, com informações sobre o produto adquirido e o modo de compra. O órgão também pede atenção do comprador às taxas de juros e condições de contrato, como multas em caso de atraso, e sugere compras de médio prazo, com três ou quatro parcelas.
 
Isaías Monteiro

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