Posts tagged segurança pública

Polícia busca de avião foragido no Piauí

Novamente no DF,
preso responderá
por assassinato que
cometeu há 15 anos

Walter retornou na noite de quarta-feira

Walter retorna ao DF após um ano e um mês preso

Trazido de avião do Piauí, Walter Reis de Araújo retornou ao Distrito Federal na última quarta-feira – 15 anos após ter assassinado Miguel Gomes de Souza, em Planaltina. Considerado foragido pela Justiça, ele passou mais de um ano preso no estado. Agora, responderá pelo homicidio cometido em 1994.

De acordo com Walter, hoje com 46 anos, ele dormia com a esposa quando a cachorra que criavam começou a latir, durante a madrugada. Quando levantou Miguel tentava arrombar a casa, em Planaltina, armado com uma faca tipo peixeira. Ao perceber a tentativa, disparou três vezes com revólver .38 contra o invasor.

Apesar de haver fugido após o crime, Walter confessou o assassinato quando detido. Passou seis meses preso no DF, até receber um alvará de soltura – recurso que permite ao réu responder em liberdade até o julgamento. Livre provisoriamente, em fevereiro de 1996, decidiu voltar à terra natal, o Piauí, para ajudar a mãe a enfrentar problemas com alcoolismo. Lá, começou a trabalhar na lavoura, em uma fazenda próxima a Bom Jesus.

A situação mudou em janeiro de 2008, quando teve a moto Honda NX 200 apreendida por falta de pagamento do IPVA. Na ocasião, a polícia descobriu o estado de Walter, considerado foragido e com mandado de prisão preventiva pedido três anos antes. “Não sabia que estavam me procurando, achei que já estava tudo resolvido”, conta. No mês seguinte, seguiu preso para penitenciaria da cidade .

Por lei, a polícia do estado deveria ter comunicado a prisão ao juiz responsável pelo mandado, segundo o delegado Welerson Gontijo, da 16ª Delegacia Policial, em Planaltina. No entanto, Walter passou um ano e um mês preso – até a irmã, Maria Aparecida Ribeiro, descobrir a situação e acionar a 16ª, dias atrás. Às 7h de quarta-feira, policiais viajaram a Bom Jesus de avião, um Baron da Divisão de Operações Aéreas (DOA) da PCDF, para buscá-lo. Às 20h, retornaram com Walter.

De volta a Planaltina, ele responderá pelo crime, cometido há 15 anos, de homicidio simples – com pena de seis a 20 anos de prisão. “Ele não poderia ter saído sem comunicar à Justiça, por isso o consideraram foragido. Agora, vamos apresentá-lo ao tribunal de juri”, explica o delegado. Embora continue detido, Walter se diz satisfeito. “Estou feliz por estar aqui, lá era um cativeiro”, desabafou.

Isaías Monteiro

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100 policiais recebem casa própria no Rio

Governo pretende
aumentar proteção
de profissionais da
Segurança Pública

O sonho da casa própria será realidade para 100 profissionais de Segurança Pública cariocas inscritos no plano habitacional do Pronasci, o programa do governo federal que articula a política da segurança cidadã. O ministro da justiça, Tarso Genro, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e a presidenta da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, inauguram nesta quarta-feira o condomínio Trieste, no bairro Campo Grande. No total, são 340 moradias, dessas, 100 são destinadas a policiais civis e militares, bombeiros, agentes penitenciários e peritos do estado.

A iniciativa do governo federal visa proporcionar melhor qualidade de vida e moradia digna aos policiais, que muitas vezes correm risco de morte no local em que vivem, em decorrência de sua profissão. A intenção é valorizar o policial, como explica o secretário-executivo do Pronasci, Ronaldo Teixeira. Com essas 100 unidades, o Pronasci totaliza 300 moradias entregues a servidores da segurança do Rio. A meta é destinar três mil até o final do ano.

Isaías Monteiro

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Preço alto impede treinamento digital

Sem sucesso, SSP
tenta instalar novo
simulador de tiro
de alta tecnologia

A tecnologia já é empregada em vários paises. No DF, maior parte do treinamento se resume a relatos.

A tecnologia para reproduzir situações de risco é já empregada em vários países. No DF, maior parte do treinamento ainda se resume a relatos.

Há um mês negociações para compra de sistema completo de simulação de tiro estão paradas. A aquisição reforçaria a segurança do Distrito Federal ao proporcionar treinamento com suporte digital próximo de situações reais de risco. No entanto, faltam empresas dispostas ao serviço. Os equipamentos necessários vão de telas de alta definição de 90 polegadas a armamento de uso restrito.

Em edital aberto em novembro do ano passado, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) pediu a aquisição de um sistema de simulação de tiro de alta performance, um conjunto que deve possuir características para tornar o treino o mais real possível.

Para a tarefa, foram solicitados computadores de última geração acompanhados de duas telas de cristal líquido de 17 polegadas. No sistema, deveriam constar ao menos 340 cenários, incluindo simulações de treino e combate, reféns, performance, reflexo e julgamento de situações de perigo. Na prática, os locais simulados poderiam ser visualizados em três dimensões devido à capacidade de vídeo exigida, de 256MB, em telas com sistema de alta definição de 90 polegadas, também solicitadas.

A lista continua com duas pistolas .40 e dois fuzis AR-15, arma de uso restrito das Forças Armadas. As quatro armas precisam contar o sistema laser e seriam reconhecidas por câmeras de detecção de movimento de dispositivos equipados com a tecnologia. Também está incluído no edital de licitação, um canhão de disparo de retorno, que atiraria bolas de nylon usadas em paintball. De acordo com informações do documento, quando o inimigo dispara no vídeo o canhão faz o mesmo, se o usuário não desviar do disparo será acertado, dando maior realismo para o treino.

Apesar de encaminhada para a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), a compra do equipamento ainda não foi realizada devido ao custo dos materiais. Primeiro, a instalação foi oferecida em pregão eletrônico sem ofertas. Duas empresas se disponibilizaram para o serviço no dia 11 de novembro, mas ambas discordaram do preço estabelecido pela Secretaria que se recusou a pagar mais pelo sistema.

De acordo com a chefe interina da Central de Compras da Seplag, Bárbara Hamu, o pregoeiro responsável tentou atualizar o preço a partir do valor do dólar, moeda em que os equipamentos são cotados. “O processo então foi devolvido à SSP, mas no segundo pregão, em dezembro, nenhuma empresa apareceu, o que demonstra que não tiveram interesse”, relatou.

Para retomar a aquisição do sistema, além de revisar o preço, a Secretaria de Segurança Pública precisa dar entrada em um novo processo – pois o prazo do antigo expirou este ano – e fazer a previsão de recursos para reserva orçamentária. Procurada, a secretaria não soube informar sobre a situação do processo ou sobre novos projetos.

Instrutor de tiro da Academia da Polícia Civil, Cleber Gódoi, defende a instalação do sistema como melhoria dos treinamentos do Distrito Federal.”Esse método já empregado em vários lugares fora do país e seria bem vindo, por melhorar a capacitação do policial. Ainda buscamos muitos avanços, hoje em dia a maior parte dos treinamentos é feita a partir de relatos”, disse.

Isaías Monteiro


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Polícia Civil pede por concurso público

Apesar do número
legal de delegados,
categoria reclama
por falta de efetivo

De todas as 27 unidades da Federação, apenas duas possuem o número de delegados legalmente estabelecido: Distrito Federal e Sergipe. Apesar disso, a polícia do DF pede por mais funcionários, pois o total seria insuficiente para atender à população da região. O maior problema é a falta de ampliação do quadro de funcionários e atualização da legislação distrital.

Ao todo, há 31 delegacias dedicadas às cidades do Distrito Federal. Outras 17 prestam serviços especializados. Dos 650 delegados, 250 estão aposentados. Os 400 restantes estão divididos entre plantonistas, que trabalham um dia e folgam três, e os chefes de delegacias.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil (Sindepo-DF), Mauro Cezar Lima, a maior falta está no segundo caso, por conta da sobrecarga dos funcionários. “Um delegado faz hoje as tarefas de três outros, assim como os peritos, que fazem o serviço de três profissionais. A falta de pessoal compromete a apuração e faz com que inquéritos prescrevam por causa da demora”, avalia.

Segundo ele, desde a criação de Brasília não há aumento do número de oficiais, a solução seria a abertura de concursos públicos, para contratação de mais pessoal. “Embora a cidade tenha crescido, o número permanece. Temos uma legislação e um quadro de funcionários defasados, porque a segurança pública não é considerada uma prioridade para o governo distrital nem para o federal”, afirmou.

Lima informa que cada departamento de polícia possui cerca de quatro plantonistas, quando seriam necessários dez. Para ele, também é pouco haver apenas um delegado responsável pela administração de cada unidade. “O total ainda é insuficiente, abaixo do necessário para apurar os delidos e elaborar os inquéritos, especialmente com o alto número de crimes no DF”, concluiu.

Em comparação com os números nacionais, no entanto, a situação do Distrito Federal é melhor do que a de 25 estados. Apenas Sergipe também possui o número legal de delegados.  Faltam mais de 4 mil delegados no Brasil, quando se considera as legislações estaduais, que ao todo estabelecem 15.475 delegados contra os 11.304 atuais. O cálculo é feito proporcionalmente à população do estado e aos níveis de criminalidade.

Isaías Monteiro

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