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Tome Nota – 11.05.09

LEITURA

BNB disponibiliza cerca de mil livros

suários da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) contam com cerca de mil livros para empréstimo. As obras – de gêneros como literatura estrangeira e nacional, infantil e didática – integram o programa Mala do Livro, da Secretaria de Cultura. Após se cadastrar, cada pessoa pode tomar até dois livros emprestados, com prazo de devolção de 15 dias, no stand instalado do 2º andar da BNB.

 

DOAÇÕES

Começa coleta para vítimas de enchentes

Está lançada a campanha SOS Nordeste para arrecadar doações para vítimas das enchentes até o fim de maio. A coleta, iniciada às 8h, aceita qualquer tipo de donativo – como alimentos, roupas, materiais de higiene pessoal, colchões e medicamentos. Há postos de coleta nas administrações regionais, quartéis dos bombeiros, agências do Na Hora e postos Gasol. Para doações que exijam transporte, ligar no telefone 33457143.

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Blitz faz show gratuito em Planaltina

Também participam
artistas locais que
integrarão catalogo
cultural de cidades

 

Planaltina recebe hoje apresentações de artistas locais e show da Banda Blitz. O evento gratuito, próximo ao Restaurante Comunitário, integra o projeto Cultura em Movimento 2009, que já passou por Gama e Recanto das Emas. A partir das 16h, a população também poderá conferir, além da música, apresentações de dança de rua, catira e teatro de palhaços. Os artistas locais participantes estão em catalogo que será distribuído por todo o país.

De acordo com o coordenador do projeto, Rizomar Carvalho, a confecção do documento é a prioridade do evento. “Muitos artistas locais reclamam de falta de espaço, da prioridade dada aos artistas nacionais, por isso, pretendemos suprir essa lacuna”, explica. O catalogo terá 20 mil cópias e será entregue gratuitamente em locais como hotéis e repartições estaduais. “Estamos atrás dos fazedores da cultura nacional”, sintetiza. Com versão virtual e impressa, o material disporá de nome, linguagem, fotografias, breviários e contatos de artistas de 11 cidades do DF.

Em gravação do próximo trabalho, Evandro Mesquita adianta que a Blitz trará novidades, além dos clássicos. Neste sábado, o repertório incluí os clássicos registrados no DVD Ao Vivo e a Cores, de 2006, e músicas do álbum de inéditas Skut Blitz, a ser lançado em junho. “O DVD fechou um ciclo, mas agora estamos superanimados com o cd de inéditas”, conta. Para o cantor e ator, a iniciativa é proveitosa para público e artistas. “É uma ótima saída, um evento ao ar livre e com troca de experiência no palco, bandas com história já escrita e outras que começam a escrever a delas”.

Sete apresentações compõem o projeto, que já trouxe Odair José, ao Recanto das Emas, e Alceu Valença, ao Gama. Odair se apresenta novamente no próximo sábado, desta vez em Taguatinga. O Plano Piloto encerra a sequência, com show da Banda J Quest, em 22 de agosto. A iniciativa possui recursos do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Brasil telecom e dos ministérios da Cultura e do Turismo.

Isaías Monteiro

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Estado de pistas preocupa skatistas

Apenas uma pista
do DF dispõe de
piso recomendado
pelos esportistas

Embora seis pistas de skate tenham sido construídas no Distrito Federal durante o ano passado, o estado atual da maioria delas preocupa os esportistas. Os skatistas reivindicam piso adequado à prática e mais segurança nos locais. A popularidade do esporte avança com o surgimento de espaços para a prática e iniciativas, como investimento de marcas locais dedicadas ao skate.

As administrações regionais são responsáveis pela maior parte das obras, orçadas em até R$150 mil – a partir deste valor, as construções passam a ser da Secretaria de Obras. Para o presidente da Associação de Skate da Capital, Francisco Peçanha, o “Chikin”, faltam cuidados das administrações. No Guará, onde mora, a lista de problemas começa na qualidade piso, inclui falta de iluminação e de segurança. Em resposta, a administração regional declara que as condições foram negociadas em cinco reuniões com os esportistas da cidade, onde o projeto da pista foi mudado três vezes.

“Tudo foi decidido com participação dos skatistas daqui, se tivessem pedido chão com granitina, teríamos feito”, ressalta Marçal de Assis, diretor de obras da cidade. Segundo ele, o concreto polido usado na pista possui custo e propriedades parecidas com o piso pedido. “O uso apressado trouxe alguns danos, que estamos consertando desde janeiro. Ultimamente, estamos cuidando dos caimentos, para evitar água empoçada”, afirmou.

Apenas no Núcleo Bandeirante há pista inteira com o piso de granitina. Por ser mais regular e resistente, o material é o mais apropriado ao skate, de acordo com Peçanha. “Caso alguém erre a manobra, o skate pode até quebrar no cimento. O chão liso também ajuda a andar melhor e mais rápido”, explica. Segundo conta, sem o revestimento adequado as pistas estão mais vulneráveis ao desgaste de chuvas, capazes de abrir buracos no chão. A situação também ameaça a segurança dos atletas, por facilitar quedas no piso áspero.

Com a maior área do Centro-Oeste, 1860m², a pista do Riacho Fundo I atraí skatistas de todo o DF e de fora. A falta de granitina no piso é compensada pelo espaço disponível e pela iluminação independente. Lá, também treina André Willian – garoto de 12 anos que se destacou na cena distrital do skate. “O DF é promissor, pois Brasília já era referência em trajetos de rua e, agora, as pistas novas ampliaram o espaço para treinamento”, ressalva Chikin.

A expansão do esporte é acompanhada pelo comércio. Nos últimos três anos, surgiram três marcas dedicadas ao skate no Distrito Federal. A primeira delas, Capital Skate, começou as atividades em 2006. Dois anos mais tarde, surgia a Circo. Neste ano, foi a vez da Antzoo, a mais nova. Além das vendas de produtos especializados, as iniciativas promovem campeonatos e patrocinam atletas locais.

Jovem voador

A idade do garoto se aproxima do número de subidas ao topo do pódio no ano passado: 11, vitorias em competições no DF e Goiás. Ainda em 2008, venceu duas em segundo lugar e uma em terceiro. No mês passado, o jovem garantiu a segunda posição no 1º Campeonato de Skate do Centro Oeste, em Goiânia. Com cerca de dois anos e meio no esporte, André se destacou na cena distrital e possui apóio de três empresas. Segundo o pai, Willian Araújo Neres, o interesse do filho começou após assistir vídeos do esporte. “Foi por vontade própria, ele pediu e eu dei”, conta.

De segunda a sexta, André cursa a 7ª série e treina nos finais de semana, acompanhado do pai. Embora pratique em diversas pistas do DF, o rapaz se preocupa com a situação da própria cidade. “As pistas inauguradas são boas, mas é preciso conservar. A daqui do Riacho nem foi inaugurada e já tem buracos”, comenta. “O pessoal anda bem, só faltam mais campeonatos para alcançar o nível de outros lugares”.

Já o pai atenta também para falta de patrocínios. “Houve entrega de pistas no último ano, mas ainda não é o suficiente, o atleta não depende só delas”, conta, ao lembrar gastos com viagens e equipamentos.

Saiba mais sobre as pistas

Guará

Setor Central do Cave, Guará II – 900 m²

Concluída em novembro de 2008

“Só voltei a andar por causa da inauguração, estava parado há seis anos”

Marco Antônio Farias, 28 anos, professor de Informática, andava de skate há outros seis

• Contras

- Nenhuma iluminação

- Falta de escoamento da água

• Prós

- Desenho apropriado

- Passa por reparos


Núcleo Bandeirante

Praça Padre Roque, Projeção 9, em frente a via NB2 – 475m²

Concluída em abril de 2008

“O local é acessível e bom. Aqui estão cuidando, diferente de outras cidades”

Thiago Vieira Rodrigues, 21 anos, frentista, pratica o esporte há oito anos

• Prós

- Chão de granitina

- Iluminação própria

• Contras

- Falta de bebedouros

- Falta de remendos no chão


Riacho Fundo I

AC3, entre os lotes 15 e 16 – 1860m²

Concluída em 30/10/2008

“Ando desde que ficou pronta, ter uma pista perto de casa ajuda muito a evoluir”

Maurício Henrique Aguiar, 16 anos, estudante, pratica há um anos e três meses

• Prós

- Bons obstáculos

- Iluminação

• Contras

- Rachaduras no chão

- Água empoçada


Psul

QNP20, Área Especial – 840 m²

Concluída em 19/03/08

“Todas as pistas deveriam receber iluminação antes de concluídas, é o mínimo”

Denis Ferreira, 30 anos, motoboy, anda de skate há 14

• Prós

- Localização acessível

- Rampas com desenho apropriado

• Contras

- Piso de cimento

- Falta de iluminação


São Sebastião

Quadra 2, Conjunto 1, Bairro São Bartolomeu – 141 m²

Concluída em junho de 2008

“Para mim desgastou rápido, mas muitos gostaram por causa do tamanho”

Magnum Barbosa de França, 19 anos, desempregado, anda de skate há quatro anos

• Prós

- Iluminação

- Desenho apropriado

• Contras

- Rachaduras no chão

- Água empoçada


Paranoá

Praça Central, ao lado da quadra coberta — 510 m²

Concluída em setembro de 2008

“Foi uma ótima ideia, porque tirou muitos da rua, onde andavam e se feriam”

Jailson Moura Rodrigues, 16 anos, estudante, pratica há dois anos

• Prós

- Bem localizada

- Boa conservação

• Contras

- Falta de segurança

- Sem iluminação própria


Isaías monteiro

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Tome Nota – 15.04.09

JUSTIÇA

Paranoá ganha núcleos de assistência

Moradores do Paranoá recebem hoje dois núcleos de assistência jurídica e a posse de cinco defensores públicos. O núcleo da cidade, que funcionava no Fórum, passará a um prédio do GDF. A Defensoria Pública também entregará um Núcleo de Assistência Jurídica de Proteção às Vítimas da Violência, parte do Programa de Inclusão e Cidadania (PIC).

FUTEBOL

Começa primeiro campeonato do CIAGO

Cerca de cem adolescentes internados no Centro de Internação de Adolescentes Granja das Oliveiras (Ciago) começam hoje o 1º Torneio Tatiane Santos de Futebol Society, disputado na quadra sintética da unidade. Todos receberão medalhas e as três primeiras equipes, troféus confeccionados pelos adolescentes da Oficina de Cerâmica e refeições especiais com participação da família.

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HRC passa duas semanas sem telefone

Falta de informação
compromete serviços.
Direção diz resolver o
problema em dez dias.

Há mais de duas semanas a população de Ceilândia está impedida de usar os serviços do hospital da cidade por telefone. Desde 19 de janeiro, os ramais do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) estão inacessíveis. A falta do serviço telefônico compromete também os trabalhos internos da unidade, por fazer funcionários se deslocarem para levar informação necessária a pacientes e familiares. De acordo com a direção, o problema deve ser revolvido em dez dias.

Pacientes são obrigados a ir até o hospital confirmar serviços. Funcionário precisam se deslocar entre setores para distribuir informação.

Problema obriga pessoas a irem até o hospital confirmar serviços. Funcionários se deslocam para levar informação.

Pela segunda vez em dois meses, um raio travou a central telefônica do hospital. Agora, os equipamentos continuam sem funcionar porque o defeito surgiu no intervalo entre o término do contrato da empresa responsável pela manutenção e a contratação de uma nova, segundo o diretor administrativo do HRC, Odermes Alves Lima Filho. “A central é antiga e o problema surgiu quando o contrato de manutenção venceu”, explicou. Segundo ele, o sistema é composto de placas individuais – com custo aproximado de R$1.400 cada uma – que gerenciam 16 linhas, das 300 da unidade.

De acordo com o diretor, a Secretaria de Saúde liberou dinheiro para o conserto emergencial. Além dos reparos, o HRC busca empresa para retomar a manutenção. O processo seguirá para a Secretaria de Fazenda, que buscará candidatos ao serviço. Embora os interessados tenham até 30 dias para cumprir a tarefa, Odermes espera que atendimento telefônico volte ao normal em dez dias. “As empresas contratadas tendem a querer acabar com o problema com agilidade e estamos tentando resolver o mais rápido possível, para evitar transtornos”, justificou.

Por enquanto, a situação gera insatisfação dentro e fora do HRC. Dentro da unidade, apenas linhas diretas funcionam. Secretaria-administrativa da Ouvidoria do hospital, Layanne Bezerra conta que “a maioria dos funcionários tem de se deslocar até outras seções para conseguir informações”. Setores como Central Orbistricia, Unidade de Tratamento Intensivo e Pronto Socorro possuem o maior volume de queixas pela ausência de serviço telefônico. A falta de atendimento também gerou duas reclamações no 161, número geral do Sistema Único de Saúde (SUS) dedicado aos problemas de hospitais de todo o Distrito Federal. Na própria unidade, nove pessoas registraram queixa na última quinta-feira reclamando da falta de informação.

Ana Rosa Alves veio Campos Belos, no Goiás, para visitar a neta recém nascida. O bebê de 28 dias está internado no hospital há 16 com suspeita de infecção. A mãe tentou, sem sucesso, ligar para Ana do hospital para contar sobre o estado da criança. “Ela me disse que nenhum dos telefones estava funcionando”, contou. Moradora de Taguatinga, Adriana Antônia do Monte deve ter ir até o HRC para checar a internação da mãe. “Não pude confirmar a internação para cirurgia por telefone”, reclamou.

Isaías Monteiro

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Faltam creches para crianças de Samambaia

População reclama
de poucas vagas.
Situação preocupa
o Conselho Tutelar

Para conselheiros falta de estudo produz diversos prejuizos à criança

Na cidade, cerca de 7 mil continuam sem creche. Conselheiros alertam para prejuízos às crianças.

Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente determine que “é dever do Estado atender crianças de zero a seis anos com creche e pré-escola”, a falta de vagas em Samambaia preocupa o Conselho Tutelar da cidade, que também atende o Recanto das Emas. Sem nenhuma creche pública na região, a população só pode recorrer a uma das doze conveniadas.

De acordo com o conselho, em todo o Distrito Federal há 11 creches públicas que atendem 636 crianças, enquanto outras 68 buscam vagas diariamente. A maioria delas não consegue e fila já passa de 7000 à espera de escola. Conselheiros afirmam que o pequeno número de creches prejudica mães no trabalho, pois devem ficar em casa para cuidar dos filhos ou deixá-los sozinhos.

Na opinião do presidente da Associação dos Conselheiros Tutelares do DF, Antonio Roldino, a situação se deve a descaso do governo. “É uma falta geral, mas o caso do DF é mais agudo. O governo deixou a responsabilidade para o serviço social, porém nem só as famílias de baixa renda precisam de creches. A falta atinge a todos e existem riscos para todas as camadas da população”, afirmou.

Para ele, a falta de pré-escolas causa dois danos principais à comunidade. “Há prejuízo social, pois muitas crianças carentes deixam de ser atendidas, e compromete o direito fundamental que todos têm à educação. O que falta é vontade política”, concluiu. Segundo Roldino, outro problema está na falta de verbas, que já atrasaram.

Segundo Israel Vieira, do Conselho Tutelar de Samambaia, a importância das creches supera a educação. “Existe um enorme prejuízo para a criança e para o Estado. Já temos um quadro violento nas escolas e, se a situação seguir assim, o gasto com segurança será maior. Investir nas creches é investir em prevenção”, ressaltou. De acordo com o conselheiro, as crianças fora da pré-escola têm prejuízo no desenvolvimento, o que compromete aprendizado e convivência social.

Hoje, o pequeno Vinicius completa dois anos. Sua mãe, Conceição Amorim, de 31 anos, o inscreveu há seis meses para tentar conseguir uma matrícula. Ela aguarda até o dia próximo dia 15 uma resposta, mas diz não saber se terá sucesso. “Ainda são poucas creches. Se eu não conseguir a vaga, vou comprometer meu emprego. Para quem ganha pouco é difícil pagar alguém para cuidar dos filhos, porque se gasta muito”, relatou.

Isaías Monteiro


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