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Rock embala feriado na Ceilândia

» MÚSICA

O Rock Nú CDD garante som pesado no feriado da próxima quinta-feira. Os show no Filé Espetinhos (antiga CS do Rock), próximo ao skate park do Psul, custam R$3 a entrada e começam às 17h. Tocam as bandas Macakongs 2099, Kanela Seka, Delatores, Pulverizing, Canibais, Bão e Bunito HC, In Off, ChockofPriest, KGB e Visão Noturna.

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Estado de pistas preocupa skatistas

Apenas uma pista
do DF dispõe de
piso recomendado
pelos esportistas

Embora seis pistas de skate tenham sido construídas no Distrito Federal durante o ano passado, o estado atual da maioria delas preocupa os esportistas. Os skatistas reivindicam piso adequado à prática e mais segurança nos locais. A popularidade do esporte avança com o surgimento de espaços para a prática e iniciativas, como investimento de marcas locais dedicadas ao skate.

As administrações regionais são responsáveis pela maior parte das obras, orçadas em até R$150 mil – a partir deste valor, as construções passam a ser da Secretaria de Obras. Para o presidente da Associação de Skate da Capital, Francisco Peçanha, o “Chikin”, faltam cuidados das administrações. No Guará, onde mora, a lista de problemas começa na qualidade piso, inclui falta de iluminação e de segurança. Em resposta, a administração regional declara que as condições foram negociadas em cinco reuniões com os esportistas da cidade, onde o projeto da pista foi mudado três vezes.

“Tudo foi decidido com participação dos skatistas daqui, se tivessem pedido chão com granitina, teríamos feito”, ressalta Marçal de Assis, diretor de obras da cidade. Segundo ele, o concreto polido usado na pista possui custo e propriedades parecidas com o piso pedido. “O uso apressado trouxe alguns danos, que estamos consertando desde janeiro. Ultimamente, estamos cuidando dos caimentos, para evitar água empoçada”, afirmou.

Apenas no Núcleo Bandeirante há pista inteira com o piso de granitina. Por ser mais regular e resistente, o material é o mais apropriado ao skate, de acordo com Peçanha. “Caso alguém erre a manobra, o skate pode até quebrar no cimento. O chão liso também ajuda a andar melhor e mais rápido”, explica. Segundo conta, sem o revestimento adequado as pistas estão mais vulneráveis ao desgaste de chuvas, capazes de abrir buracos no chão. A situação também ameaça a segurança dos atletas, por facilitar quedas no piso áspero.

Com a maior área do Centro-Oeste, 1860m², a pista do Riacho Fundo I atraí skatistas de todo o DF e de fora. A falta de granitina no piso é compensada pelo espaço disponível e pela iluminação independente. Lá, também treina André Willian – garoto de 12 anos que se destacou na cena distrital do skate. “O DF é promissor, pois Brasília já era referência em trajetos de rua e, agora, as pistas novas ampliaram o espaço para treinamento”, ressalva Chikin.

A expansão do esporte é acompanhada pelo comércio. Nos últimos três anos, surgiram três marcas dedicadas ao skate no Distrito Federal. A primeira delas, Capital Skate, começou as atividades em 2006. Dois anos mais tarde, surgia a Circo. Neste ano, foi a vez da Antzoo, a mais nova. Além das vendas de produtos especializados, as iniciativas promovem campeonatos e patrocinam atletas locais.

Jovem voador

A idade do garoto se aproxima do número de subidas ao topo do pódio no ano passado: 11, vitorias em competições no DF e Goiás. Ainda em 2008, venceu duas em segundo lugar e uma em terceiro. No mês passado, o jovem garantiu a segunda posição no 1º Campeonato de Skate do Centro Oeste, em Goiânia. Com cerca de dois anos e meio no esporte, André se destacou na cena distrital e possui apóio de três empresas. Segundo o pai, Willian Araújo Neres, o interesse do filho começou após assistir vídeos do esporte. “Foi por vontade própria, ele pediu e eu dei”, conta.

De segunda a sexta, André cursa a 7ª série e treina nos finais de semana, acompanhado do pai. Embora pratique em diversas pistas do DF, o rapaz se preocupa com a situação da própria cidade. “As pistas inauguradas são boas, mas é preciso conservar. A daqui do Riacho nem foi inaugurada e já tem buracos”, comenta. “O pessoal anda bem, só faltam mais campeonatos para alcançar o nível de outros lugares”.

Já o pai atenta também para falta de patrocínios. “Houve entrega de pistas no último ano, mas ainda não é o suficiente, o atleta não depende só delas”, conta, ao lembrar gastos com viagens e equipamentos.

Saiba mais sobre as pistas

Guará

Setor Central do Cave, Guará II – 900 m²

Concluída em novembro de 2008

“Só voltei a andar por causa da inauguração, estava parado há seis anos”

Marco Antônio Farias, 28 anos, professor de Informática, andava de skate há outros seis

• Contras

- Nenhuma iluminação

- Falta de escoamento da água

• Prós

- Desenho apropriado

- Passa por reparos


Núcleo Bandeirante

Praça Padre Roque, Projeção 9, em frente a via NB2 – 475m²

Concluída em abril de 2008

“O local é acessível e bom. Aqui estão cuidando, diferente de outras cidades”

Thiago Vieira Rodrigues, 21 anos, frentista, pratica o esporte há oito anos

• Prós

- Chão de granitina

- Iluminação própria

• Contras

- Falta de bebedouros

- Falta de remendos no chão


Riacho Fundo I

AC3, entre os lotes 15 e 16 – 1860m²

Concluída em 30/10/2008

“Ando desde que ficou pronta, ter uma pista perto de casa ajuda muito a evoluir”

Maurício Henrique Aguiar, 16 anos, estudante, pratica há um anos e três meses

• Prós

- Bons obstáculos

- Iluminação

• Contras

- Rachaduras no chão

- Água empoçada


Psul

QNP20, Área Especial – 840 m²

Concluída em 19/03/08

“Todas as pistas deveriam receber iluminação antes de concluídas, é o mínimo”

Denis Ferreira, 30 anos, motoboy, anda de skate há 14

• Prós

- Localização acessível

- Rampas com desenho apropriado

• Contras

- Piso de cimento

- Falta de iluminação


São Sebastião

Quadra 2, Conjunto 1, Bairro São Bartolomeu – 141 m²

Concluída em junho de 2008

“Para mim desgastou rápido, mas muitos gostaram por causa do tamanho”

Magnum Barbosa de França, 19 anos, desempregado, anda de skate há quatro anos

• Prós

- Iluminação

- Desenho apropriado

• Contras

- Rachaduras no chão

- Água empoçada


Paranoá

Praça Central, ao lado da quadra coberta — 510 m²

Concluída em setembro de 2008

“Foi uma ótima ideia, porque tirou muitos da rua, onde andavam e se feriam”

Jailson Moura Rodrigues, 16 anos, estudante, pratica há dois anos

• Prós

- Bem localizada

- Boa conservação

• Contras

- Falta de segurança

- Sem iluminação própria


Isaías monteiro

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Clonagem de cartões cresce no DF

Pesquisa registra
alta de 8,83% no
primeiro bimestre
do ano: 234 casos

Balanço sobre clonagem de cartões de crédito e débito revela crescimento de 8,83% no número de casos registrados no Distrito Federal durante o primeiro bimestre do ano. Brasília, Taguatinga, Guará, Ceilândia e o Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) lideram a lista há dois anos. Somadas, as cinco regiões já respondem por 64% dos registros de 2009. De acordo com o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF), datas comemorativas registram a maioria das ocorrências deste tipo.

Entre janeiro e fevereiro desde ano, a Polícia Civil registrou 234 casos – contra 215 no mesmo período de 2008. Moradores da capital foram vítimas em 559 clonagens no ano passado, o equivalente a 36,97% dos 1.532 cartões clonados.
Para o presidente do Procon-DF, Ricardo Hernane Pires, “o ideal é que o cartão não saia da vista do usuário”. Segundo ele, o dono do cartão deve se preocupar com locais de grande movimento, onde pode perder contado com o cartão a pedido de funcionários de lojas durante compras, por exemplo. Do lado de fora, mais exposto, pesa o risco de roubo – facilitado em lugares isolados e durante a noite.

Em caso de clonagem, banco e comércio são responsabilizados pelo mesmo motivo. “O consumidor deve recorrer aos dois, por não terem conferido as assinaturas do cartão e do usuário na hora da compra”, informou. Outra responsabilidade bancária: a obrigação de fiscalizar os caixas eletrônicos.

Após descobrir o golpe, o primeiro passo a ser tomado pela vítima é comunicar à operadora do banco. Assim, se livra da responsabilidade de eventuais gastos. O débito feito sem consentimento também pode ser comprovado por uma lista de despesas. Segundo Hernane, a instituição financeira é obrigada a ressarcir o cliente. Caso a situação siga sem solução, o usuário deve acionar o Instituto de Defesa de Consumidor.

Feriados Perigosos

Juliana Alves, de 23 anos, se surpreendeu ao encontrar a conta bancária zerada após retirar um extrato. Havia usado o cartão pela última vez no Carnaval e o documento atestava compras e saques em várias cidades do DF. “Ia buscar dinheiro para voltar para casa quando descobri, quase fiquei na rua”, relata a moradora do Paranoá. No caso dela, a situação se revolveu ainda no banco, que devolveu o dinheiro.”Na primeira vez, me disseram que não, mas na segunda, dois dias depois, consegui pois outras pessoas apareceram reclamando do mesmo caixa”, revela.

De acordo o presidente do Procon, a situação é comum em festividades. “Em feriados, como Carnaval e Fim de Ano, há mais casos, porque o uso do cartão aumenta”, justifica. Segundo ele, os caixas com equipamentos de clonagem podem engolir ou prender o cartão – nesse caso, o banco deve ser contatado imediatamente. 

Denúncias

Apesar do aumento, a procura aos Procons estaduais ainda é menor do que às delegacias. Dados do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), contam apenas 121 casos de denúncia de clonagem feitos nos institutos entre outubro de 2004 e começo deste mês. O montagem exclui apenas o Procon-SP, que se integrou ao sistema em fevereiro.De acordo com o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, o número baixo se deve ao hábito dos consumidores buscarem a polícia ao invés do órgão de defesa. 

Fique atento

1 – Não guarde o cartão junto da senha ou documento de identidade
2 – Jamais entregue o cartão a alguém desconhecido
3 – Evite emprestar o cartão
4 – Evite usar o cartão em lugares isolados
5 – Contate o banco caso o cartão fique preso no caixa eletrônico

Isaías Monteiro


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HRC passa duas semanas sem telefone

Falta de informação
compromete serviços.
Direção diz resolver o
problema em dez dias.

Há mais de duas semanas a população de Ceilândia está impedida de usar os serviços do hospital da cidade por telefone. Desde 19 de janeiro, os ramais do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) estão inacessíveis. A falta do serviço telefônico compromete também os trabalhos internos da unidade, por fazer funcionários se deslocarem para levar informação necessária a pacientes e familiares. De acordo com a direção, o problema deve ser revolvido em dez dias.

Pacientes são obrigados a ir até o hospital confirmar serviços. Funcionário precisam se deslocar entre setores para distribuir informação.

Problema obriga pessoas a irem até o hospital confirmar serviços. Funcionários se deslocam para levar informação.

Pela segunda vez em dois meses, um raio travou a central telefônica do hospital. Agora, os equipamentos continuam sem funcionar porque o defeito surgiu no intervalo entre o término do contrato da empresa responsável pela manutenção e a contratação de uma nova, segundo o diretor administrativo do HRC, Odermes Alves Lima Filho. “A central é antiga e o problema surgiu quando o contrato de manutenção venceu”, explicou. Segundo ele, o sistema é composto de placas individuais – com custo aproximado de R$1.400 cada uma – que gerenciam 16 linhas, das 300 da unidade.

De acordo com o diretor, a Secretaria de Saúde liberou dinheiro para o conserto emergencial. Além dos reparos, o HRC busca empresa para retomar a manutenção. O processo seguirá para a Secretaria de Fazenda, que buscará candidatos ao serviço. Embora os interessados tenham até 30 dias para cumprir a tarefa, Odermes espera que atendimento telefônico volte ao normal em dez dias. “As empresas contratadas tendem a querer acabar com o problema com agilidade e estamos tentando resolver o mais rápido possível, para evitar transtornos”, justificou.

Por enquanto, a situação gera insatisfação dentro e fora do HRC. Dentro da unidade, apenas linhas diretas funcionam. Secretaria-administrativa da Ouvidoria do hospital, Layanne Bezerra conta que “a maioria dos funcionários tem de se deslocar até outras seções para conseguir informações”. Setores como Central Orbistricia, Unidade de Tratamento Intensivo e Pronto Socorro possuem o maior volume de queixas pela ausência de serviço telefônico. A falta de atendimento também gerou duas reclamações no 161, número geral do Sistema Único de Saúde (SUS) dedicado aos problemas de hospitais de todo o Distrito Federal. Na própria unidade, nove pessoas registraram queixa na última quinta-feira reclamando da falta de informação.

Ana Rosa Alves veio Campos Belos, no Goiás, para visitar a neta recém nascida. O bebê de 28 dias está internado no hospital há 16 com suspeita de infecção. A mãe tentou, sem sucesso, ligar para Ana do hospital para contar sobre o estado da criança. “Ela me disse que nenhum dos telefones estava funcionando”, contou. Moradora de Taguatinga, Adriana Antônia do Monte deve ter ir até o HRC para checar a internação da mãe. “Não pude confirmar a internação para cirurgia por telefone”, reclamou.

Isaías Monteiro

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